VÍDEOS DE CIRURGIAS DA CLÍNICA MACEDO

Miomectomias: Miomas gigantes e Miomas múltiplos

VIDEOLAPAROSCOPIAS CIRÚRGICAS PARA REPRODUÇÃO HUMANA 

Procedimentos cirúrgicos realizáveis e possíveis, mantendo o órgão reprodutor feminino e a fertilidade da mulher. Uma arte a ser passada às futuras gerações de ginecologistas que trabalham com reprodução humana ou não, evitando milhares de histerectomias desnecessárias em mulheres jovens e saudáveis. Nas videocirurgias, as técnicas de abordagem correta em reprodução humana são imperativas:

1) Equipamento adequado (no Hospital Madre Theodora, dispomos de sala striker de videocirurgias, única no interior do estado).
2) Vivência em cirurgias com endometriose agressiva e com aderências múltiplas, tendo a nossa equipe mais de 8.000 procedimentos nos últimos 28 anos.
3) Materiais cirúrgicos adequados, que possibilitam leveza e destreza com a manutenção da integridade de trompas e ovários.
4) Único procedimento que fecha a investigação em reprodução humana. Não havendo a videocirurgia investigativa, ela deve ser resolutiva de todas as patologias encontradas, dentro do possível.
5) Transparência profissional do ato cirúrgico, inclusive para futuras investigações. Através de gravação em DVD da cirurgia, é exposto ao casal o que pode ser feito, além dos passos seguintes ao procedimento, nunca ultrapassando o limite do método videolaparoscópico.
6) Dependendo das patologias encontradas, idade do casal, e outros fatores, retornamos à possibilidade de retomada do tratamento com induções ovulacionais e gestações naturais por muitos meses, quando por vezes já se havia como único horizonte os procedimentos laboratoriais de alta complexidade.
Dr. Sérgio Macedo

UMA QUESTÃO DE OPÇÃO: Vencida a desconfiança inicial, mulheres aderem à vida sem menstruação

Menstruar já foi um transtorno inevitável na vida das mulheres, daqueles com que se aprendia a conviver, já que não havia outro jeito,  visto que não menstruar, salvo em períodos de gravidez, era pior – sinal de problema na certa. A chegada ao mercado de uma nova geração de anticoncepcionais de duração mais prolongada, na virada desta década, acenou pela primeira vez com a possibilidade ampla e irrestrita de a mulher driblar a menstruação e a concepção, por meio de injeções, implantes subcutâneos e um tipo de DIU, todos à base de progesterona, por meses, ou até anos. No começo, houve certa desconfiança. Aos poucos, porém, elas foram experimentando, aprendendo a confiar e aceitando.
“Comparada com a de cinco anos atrás, a demanda pelo anticoncepcional de longa duração triplicou. Segundo os especialistas, as maiores interessadas são mulheres entre16 e 35 anos. “Elas estão entrando no mercado de trabalho e não querem o incômodo da menstruação, e já obtém as especificações científicas, que nessa dosagem de hormônios, ela não tem contra indicação, a não ser que seja diabética, hipertensa ou muito obesa, e que a longo prazo acaba até protegendo contra o aparecimento de miomas endometriose e outras patologias, já que grande parte dessas jovens pensa em engravidar após os 35 anos. Ou seja, uma proteção aliada ao conforto e qualidade de vida. A maior parte das pacientes nessa faixa etária pede para não menstruar”. O tratamento também é bastante procurado por mulheres que já tiveram filhos, não querem mais engravidar e aprenderam a aliar anticoncepcional a conforto, com benefícios para a pele, ausência de TPM, cólicas e dona da data da menstruação! .
A própria pílula comum, em cartelas 21 dias, mudou de propósito: antes, ao chegar ao fim da cartela, a mulher parava, menstruava e só depois retomava o tratamento. Agora, ela simplesmente emenda uma na outra, podendo a pílula ser de estrógeno e progesterona, ou só de progesterona. Uma paciente revela, “eu tinha TPM muito forte, e ficava muito irritada. Parar de menstruar só me trouxe benefícios. Como não fico mais ansiosa, não como tanto chocolate e emagreci. Até minha unha melhorou”. Algumas tomam 3 meses e cessam 1 semana,quando começam a sangrar. Os médicos recomendam um mínimo de 4 anos após a primeira menstruação, fase ainda de crescimento e outras transformações hormonais, antes de a mulher decidir por sua supressão pura e simples. A estudante de artes cênicas cumpriu o prazo e ainda um dia antes de colocar MIRENA, tinha cólicas terríveis e suspeita de endometriose.
Este dispositivo (Mirena) é a melhor opção para pacientes que optam em não menstruar por um período maior de tempo; de maneira que NÃO existem evidências de que faça mal, é uma maneira de melhorar a qualidade de vida. Em um consultório especializado, o médico faz uma ecografia pré e pós colocação, usa analgésicos, e anestesia local para ficar quase indolor; o ideal é 3 dias sem atividades físicas e acompanhamento de imagem a cada 6/12 meses.
Pesquisas mostram que a longo prazo o índice de patologias como miomas e endometriose diminuiu muito e a qualidade de vida profissional, emocional, sexual, melhorou muito.

REFLEXÕES SOBRE SINTOMAS E TENSÃO PRÉ MENSTRUAL, QUALIDADE DE VIDA E USO DE ANTICONCEPCIONAL ORAL

Alguns estudos atuais, mostram que a jovem que não tem qualquer contraindicação no uso de anticoncepcionais orais, habita em ambiente urbano, social, digital, competitivo, e o inicia após 3 ou 4 anos após a 1ª menstruação, quando na maioria das vezes já cessou seu crescimento, e o usa de forma mais contínua, como na maioria dos países desenvolvidos, tem melhor convivência familiar, escolar, afetivo, pois suas flutuações hormonais, ocorrem 3 a 4 vezes ao ano, ao invés de todo mês, pelo fato de usá-la de forma mais continuada, interrompendo-a a cada 3 ou 4 meses.
Reflexões do último capítulo do livro do Prof Dr Elsimar Coutinho:
Compreende-se da análise dos numerosos estudos relatados neste livro que a menstruação contínua e incessante é desnecessária e pode ser prejudicial à mulher, provocando várias doenças entre as quais se destacam a anemia ferropriva, a endometriose e a síndrome pré-menstrual. Não existem benefícios que compensem o risco que representam as doenças decorrentes das menstruações, para a saúde física e mental, o desempenho profissional, o relacionamento social e, sobretudo, a vida sexual e reprodutiva. Até a fertilidade é ameaçada pela sucessão de menstruações porque uma das causas mais frequentes de infertilidade é justamente a endometriose, provocada pelo refluxo do sangue menstrual para a cavidade abdominal através das trompas.
As menstruações repetidas resultam na realidade de tentativas infrutíferas da natureza para induzir a mulher a engravidar. As tentativas são constituídas pela disponibilização de óvulos através da ovulação logo depois de um insucesso reprodutivo, seja ele um parto prematuro, seja um aborto, seja uma menstruação.
Ao induzir a ovulação, a hipófise, uma glândula cerebral, que comanda alguns órgãos como o ovário e a tireoide, estimula o crescimento do folículo ovariano, que aumenta a produção de estrogênios. A elevada secreção de estrogênios, o hormônio feminino, promove, além da ovulação, a transformação da mulher num objeto sexual irresistível e a torna incontrolavelmente receptiva às investidas do sexo oposto. No mundo primitivo a mulher precisava dessa “overdose” de hormônio feminino para atrair os machos no período ovulatório. Não havia ainda o acasalamento que viria a lhe assegurar, um milhão de anos mais tarde, um parceiro ao seu lado no mesmo leito. A overdose de estrogênios só ocorria no máximo uma vez por ano. Na maioria dos casos, uma vez cada dois ou três anos. Uma overdose uma vez por ano não resultaria em doença estrógeno dependente do mesmo modo que as doenças crônicas como a cirrose hepática provocada pelo álcool não existiriam se os amantes da bebida a consumissem exageradamente apenas uma vez por ano nas festas de Carnaval.
A civilização criou condições para que a mulher não engravidasse cedo, graças a prática da abstenção, e depois para que não engravidasse por longos períodos, graças as práticas anticoncepcionais. Isso obrigou a mulher a conviver com overdoses mensais de estrogênio, que provocam doenças estrogênio dependentes, algumas malignas como os cânceres de ovário, de endométrio e de mama. A ação civilizadora agiu no sentido de tirar proveito ao máximo da gratificação sensorial proporcionada pela prática do sexo sem necessariamente promover a concepção. Com o advento dos anticoncepcionais, deram os cientistas, à sociedade, o instrumento para impedir a ovulação, proporcionando assim a mulher os meios de atender os seus objetivos sem sofrer as consequências das overdoses desnecessárias nem as sangrias inúteis. Desgraçadamente, para obter a aprovação da Igreja Católica e assegurar aos médicos e sobretudo ás mulheres que a pílula anticoncepcional era eficiente e não alterava o ciclo menstrual, a indústria farmacêutica comercializou o produto para uso mensal, que impede a ovulação mas promove um sangramento mensal em tudo semelhante a uma menstruação. Em artigo de capa do semanário The New Yorker, Malcolm Gladwell, elogioso à versão inglesa deste livro, critica a interferência do Dr. John Rock, líder da ginecologia americana e professor da Universidade de Harvard, que, católico praticante, propôs a administração cíclica da pílula para agradar a Igreja e envolvê-la no planejamento familiar (John Rock´s error, The New Yorker, 13/03/00, PP.52-63).
Se as descargas de estrogênio na fase peri ovulatória fazem mal e são desnecessárias e a menstruação é prejudicial, o que se pode fazer para assegurar às mulheres mais saúde e vida mais longa sem ovulações nem menstruações?
Propomos que se estimule o adiamento da menarca, considerando prematura a puberdade antes dos 13 anos. Retardar a idade menarca traz benefícios de ordem pessoal e social. Apesar de a puberdade precoce ser definida usualmente como a que uma menina de menos dos 10 anos de idade, a transformação de uma menina de menos de 15 anos em mulher competente do ponto de vista reprodutivo não apresenta nenhuma vantagem para a mulher civilizada que busca uma educação e uma profissão antes de tornar-se mãe. O adiantamento da menarca por meio da inibição temporária do eixo endócrino acrescentaria vários anos sem menstruação, sem atratibilidade sexual, sem receptividade sexual e, sobretudo, sem o risco de engravidar no começo da adolescência.
Nos países onde a idade da menarca se encontra entre 9 e 10 anos, gestações que poderiam ser chamadas de infantis são comuns. Cerca de 1 milhão de concepções ocorrem em meninas com menos de 15 anos nos Estados Unidos. Cada ano cerca de 12 mil dessas meninas têm filhos. As inúmeras campanhas alertando os jovens para o risco do sexo prematuro têm obtido sucesso muito limitado. Um estudo feito pelo governo americano revelou que a proporção de adolescentes com vida sexual diminuiu de 1988 para 1995 de 53% para 50%. Uma redução pouco significativa, considerando-se o esforço das entidades privadas e do próprio governo americano para estimular o adiamento da vida sexual.
No Brasil, mais de 30 mil meninas de 9 a 14 anos engravidam anualmente, vítimas, em sua maioria, de familiares adultos, frequentemente o próprio pai de sangue. Desgraçadamente a quase totalidade dos responsáveis deixa de ser punida porque as vítimas se recusam a denunciá-los com medo de represálias. A combinação de maturidade e consequente receptividade sexual com a vulnerabilidade e inocência da criança coloca essas pequenas meninas-mulheres sob o mesmo teto com homens adultos, sob risco considerável de assédio e abuso sexual. É verdade que a menarca tardia não é garantia de proteção, porém a ausência de desenvolvimento sexual diminui tanto a atratibilidade quanto a receptividade sexual, fazendo com que a jovem conserve a aparência de receptividade sexual, fazendo com que a jovem conserve a aparência de uma criança aos olhos dos prováveis predadores.
Muitos estudos mostram que a menarca pode ser retardada com exercício físico e dieta balanceada. Além disso, o uso de medicamentos seguros, dado por especialistas, pode retardar a menarca sem prejuízo ao desenvolvimento da menina. A utilização contínua da pílula também pode ser indicada para meninas que já tenham alcançado a estatura desejada. O laboratório norte-americano Barr desenvolve estudos clínicos nos Estados Unidos com uma pílula anticoncepcional para uso contínuo durante três meses cuja interrupção permite a ocorrência de sangramento do tipo menstrual uma vez em cada estação. A nova pílula anticoncepcional foi batizada muito apropriadamente de Seansonale, e poderia ser utilizada por adolescentes.
À medida que os ginecologistas americanos e ingleses vão se familiarizando com as propostas contidas neste livro e defendem a supressão da menstruação por períodos mais ou menos longos, diminui a oposição entre nós. Afinal, não é difícil compreender que a menstruação é um mecanismo de eliminação de embriões defeituosos ou implantações imperfeitas semelhante a um aborto ou um parto prematuro através do qual o útero expulsa o seu conteúdo eficientemente para que a mulher possa tentar nova gravidez o mais rápido possível. O mecanismo existe para uso ocasional porque a maioria das implantações e dos embriões supõe-se perfeita. A não ocorrência de implantação na mulher que não foi fertilizada resulta na ativação do mesmo processo de limpeza exigido para um ovo defeituoso ou uma implantação imperfeita. Sua repetição frequente aumentaria bastante a vulnerabilidade da fêmea, porque uma mulher menstruando na floresta, como qualquer animal com ferida aberta durante vários dias, se tornaria presa fácil de seus predadores. Sua sobrevivência na natureza dependia da capacidade de engravidar. As mulheres mais aptas a engravidar e perpetuar a espécie seriam portanto as mais aptas a sobreviver.
Se não existisse a menstruação e o aborto espontâneo para livrar a mulher dos insucessos reprodutivos, os resíduos ovulares poderiam gerar sinequias (aderências intra uterina) ou obstruções do trato reprodutivo que a tornariam infértil como ocorre nos abortos retidos. O que não estava nos planos da natureza era o advento da civilização, que permitiu ao homem praticar o sexo sem fazer filhos, praticar a abstenção sexual ou induzir abortos deliberados.
O que consideramos prejudicial à mulher, portanto, não é a menstruação que se segue à ovulação, que não resultou em implantação de um ovo, nem a menstruação que se confunde com um aborto ovular, muito menos o aborto espontâneo de um embrião defeituoso que geralmente ocorre nos primeiros três meses da gravidez. Essa limpeza do trato reprodutivo que esvazia para espécie e para a conservação da espécie. O que criticamos é a menstruação (e ovulação) incessante ao longo da vida da mulher, que certamente é estranha á natureza, não encontra apoio teológico e gera um número inaceitável de prejuízos para a mulher civilizada.
Trecho final, “conclusões”, do livro do Prof. Dr Elsimar Coutinho, um dos gênios que a Bahia já nos presenteou .

PROBIÓTICOS E GRAVIDEZ

A gravidez gera uma série de alterações no corpo da mulher, e alguns dos efeitos colaterais de tais alterações podem ser muito desagradáveis. No entanto, pesquisadores têm fornecido cada vez mais evidências de que os probióticos podem ajudar a aliviar alguns dos problemas mais comuns na gravidez, e também os de outras naturezas. Alguns estudos indicam que os fetos em desenvolvimento se beneficiam quando as grávidas aumentam o consumo de probióticos. E os probióticos também podem auxiliar na proteção dos bebês contra cólicas, eczema e outros problemas.
PARA A MÃE:
– Tem 18 por cento menos chances de dar a luz a um bebê prematuro.
– Perde peso mais rapidamente após o parto.
– Está menos propensa a desenvolver obesidade central (gordura na barriga).
– Tem 20 por cento menos chance de desenvolver diabetes gestacional (presença de altos    níveis de açúcar no sangue durante a gravidez, o que aumenta o risco de subsequente desenvolvimento de diabetes após a gestação).
PARA O BEBÊ:
– Tem menor risco de desenvolver uma doença grave chamada enterocolite necrosante, ou a morte do tecido intestinal.
– Tem 50 por cento menos probabilidade de contrair eczema.
– Tem menor probabilidade de desenvolver asma.
– Tem menos chances de desenvolver obesidade infantil e diabetes.
– Reequilibrando o sistema digestório da mãe
– A gravidez muitas vezes causa estragos no sistema digestório da mulher. Azia, prisão de ventre, diarreia, náuseas e vômitos são problemas comuns, especialmente no primeiro trimestre.
– Alterações hormonais, fadiga e estresse perturbam o equilíbrio das bactérias benéficas e nocivas do intestino, e desse modo, o sistema digestório não funciona de modo eficaz. Os probióticos – consumidos ou na dieta, ou como suplemento alimentar, ou em ambos – ajudam a restaurar o equilíbrio bacteriano e a função digestiva.

Probióticos na Saúde da Mulher

 

PROLIVE

As pesquisas sobre os probióticos produziram alguns resultados promissores para a saúde das mulheres.
Embora os probióticos sejam, em geral, seguros, e muitas vezes benéficos para todos, podem ser particularmente eficazes na prevenção e no tratamento de muitos sintomas e indisposições exclusivas das mulheres.
Os probióticos podem aliviar alguns dos efeitos colaterais desagradáveis da gravidez e transmitir benefícios tanto para o feto em desenvolvimento como para o bebê. Além disso, estudos têm demonstrado que os probióticos podem ajudar a prevenir e a tratar “problemas femininos” comuns, como infecções vaginais e do trato urinário.

MEDICINA REPRODUTIVA DE BAIXA COMPLEXIDADE

Deve incluir sempre a avaliação ovulacional por ultra-som, sendo a única opção viável e real de avaliar qualidade da ovulação.
Após a avaliação completa do casal, principalmente ouvir as queixas e o histórico clínico e cirúrgico do casal, analisando pormenores dos exames, de sangue e imagem, trazendo-nos hipóteses diagnósticas. Analisando o contexto da patologia, pode-se já submeter à paciente a um vídeo cirurgia, como no caso de uma importante endometriose, ou iniciar o acompanhamento ovulacional, se os exames apresentarem-se normais. Lembrando-se que de cada dez casais que tem alguma dificuldade em engravidar, quatro (!) tem problemas masculinos, portanto é realmente importante o espermograma. Com a vídeo cirurgia realizada, se necessário, inicia-se o acompanhamento ovulacional pelo ultra-som, mostrando com as imagens, o que a natureza nos concebe a cada mês de possibilidade gestacional. Partimos sempre da filosofia do pré natal de 12 meses, onde 03 meses antes da concepção, orientamos diversas leituras para o casal elucidar-se quão importantes são seguir os cuidados pré gestacionais, como a ingestão das vitaminas, as quais irão facilitar uma gestação mais rápida, segura e com menos chances de aborto.   Quando optamos pela vídeo cirurgia em infertilidade, ela deve ser realizada por especialista, ser documentada em DVD preferencialmente, expondo a pélvis feminina em torno de 4 vezes mais que a visão à olho nu. O cirurgião deve demonstrar a técnica cirúrgica, os materiais por ele usados, o resultado obtido, para possível avaliação futura. Encontrado-se endometriose pélvica, quer seja do peritônio, do ovário ou adenomiose, (do corpo uterino), devemos já tratar no procedimento, e classificá-la, em grau I, II, III ou IV demonstrando o que pode ser feito com os outros achados. Por vezes há necessidade de complementar a cirurgia com medicações pós operatórias. A documentação em DVD é necessária para comparar com outra vídeo no futuro, pois sabemos que a endometriose retorna sempre, ou seja, colocar para o casal o tempo que teríamos para obter uma gestação com segurança, antes da endometriose possivelmente retornar.
“Tentamos sempre caracterizar um protocolo racional de conduta, e passos a serem realizados num prazo para cada etapa do tratamento, facilitando a aderência do casal ao tratamento.” Toda essa avaliação tem um só objetivo: iniciar com chances reais de gestação o processo de avaliação da qualidade ovulacional pelo acompanhamento ultrassonográfico.   Quando ocorre a união de um bom óvulo e de um bom espermatozóide, a natureza nos dá em média 33% de sucesso por ciclo, sendo um dos inúmeros fatores o uso das vitaminas, para formarem um bom óvulo e um bom espermatozóide nos genitores. Obrigatoriamente, a partir de um atraso menstrual, e com todos esses cuidados, solicitamos à paciente que venha ao consultório para uma ecografia em torno de 15 dias de atraso menstrual, pois já existem estruturas obrigatórias a serem avaliadas; como saco gestacional, embrião presente e com frequências cardíaca, e outras imagens, descartando assim precocemente, gestação gemelar, diagnóstico de gestação tubárea e outros. Sempre observamos no período pós ovulacional a espessura do endométrio, local onde se dará a implantação gestacional, sendo este parâmetro muito importante, suplementamos o hormônio principal da gestação, a progesterona, para minimizar as chances aborto por déficit desse hormônio. Apenas pela vídeo é possível avaliar a real funcionabilidade das trompas, e de todas as estruturas pélvicas, os exames de imagem, sejam ecografias ou ressonâncias magnéticas, não nos permitem ver como a olho nu como na vídeo cirurgia. A histerossalpingografia (rx das trompas), muitas vezes mostra que a trompa está pérvea, porém não funcional, pois endometriose e cirurgias anteriores, infecções por bactérias como a chlamydia, podem gerar sequelas funcionais, aumentando o risco inclusive de gestações tubáreas.
O folículo no ovário cresce na razão de 2 mm por dia, em média, rompe com 2,0 à 2,3 cm em, após 14 dias do início do fluxo menstrual, num ciclo regular. O óvulo fica vivo na trompa por 40 horas e depois é reabsorvido pelo organismo. Já os espermatozóides, podem permanecer vivos por 72 horas no trato genital feminino se forem normais e de qualidade. A avaliação deve ser feita por profissional experiente, avaliando-se com detalhes o endométrio, a espessura da camada do útero que vai receber o embrião, posicionamento dos órgãos, etc. A presença ou não de muco cervical (consistência de clara de ovo), e até pequenos detalhes do ato sexual, e da alimentação e higiene podem ajudar muito.
Após um ou dois meses onde observando se os parâmetros principais normais, opta-se por permanecer com as mesmas medicações e orientações alguns ciclos em casa, sem necessariamente ter de fazer controles ultrassonográficos na clínica, diminuindo assim a ansiedade, e dando chance para um equilíbrio ovulacional do organismo.
Infelizmente no nosso meio ainda não são valorizados essas condutas preventivas, pré gestacionais, e inúmeros diagnósticos deixam de ser feitos precocemente, selando muitas vezes o futuro reprodutivo do casal, pela possibilidade de reverter muitas patologias e solucionar o problema da infertilidade humana. O tratamento de reprodução humana de baixa complexidade, que se configura no exposto acima, tem de ser mais valorizado, e sempre levado pelo especialista. Os tratamentos de alta complexidade, ou sejam, fertilizações in vitro, são muitas vezes indicados precocemente, e sem possibilitar ao casal os tratamentos expostos. Os procedimentos in vitro, onde tudo se dá laboratorialmente, ainda com custos elevados, é onde muitos casais acabam por ser indicados, pois não chegam a nossos consultórios à tempo de podermos ajudá-los.

Traços de Personalidade Feminina, frente ao stress, e ansiedade, durante o tratamento das patologias em Reprodução Humana

Os traços de personalidade são pautas duradouras na forma de perceber, pensar e relacionar com o ambiente e consigo mesmo, e se fazem presentes em uma ampla gama de contextos pessoais e sociais. Uma variável de grande importância Clínica é a Ansiedade. Pode apresentar-se como …um traço de personalidade; pode gerar transtornos por ansiedade (transtornos de ansiedade generalizada, transtornos de estresse pós-traumático etc.) e pode estar associada a transtornos adaptativos e/ou à depressão.   Spielberger define a ansiedade como um estado emocional específico com sentimentos desagradáveis pela consciência do nervosismo, tensão e apreensão com ativação do sistema nervoso autônomo (SNA), sistema nervoso autônomo. Assim mesmo, ele diferencia a ansiedade como estado de ansiedade , como traço da personalidade.   Spielberger conceitua um estado de ansiedade como uma reação que qualquer um experimenta frente à alguma situação específica que se entende como perigosa ou ameaçadora, caracterizada por sentimentos subjetivos de tensão, apreensão, nervosismo etc., acompanhados por uma ativação do SNA (Sistema Nervoso Autônomo). O traço ansiedade, por outro lado, define a tendência de uma pessoa de perceber qualquer situação estressante como perigosa, com seus sintomas concomitantes. A ansiedade é uma característica da personalidade que tem maior ou menor vulnerabilidade ao estresse. O traço ansiedade será tanto maior quanto for a ansiedade com que a pessoa reaja a um estímulo específico. O grupo do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Gasthisberg, da Bélgica, dirigido pelo Dr.Demytteanaere, tem estudado a influência de certas condições psicológicas sobre a função da produção de hormônios específicos, e consequentemente função reprodutiva. Eles têm utilizado o Inventário Estado-Traço de Ansiedade (STAI) de Spielberger e cols. Para avaliar em que medida esta variável psicológica pode influir nos transtornos do sistema hipotálamo-hipofisário-gonadal (cérebro – ovários). Demonstraram que o conceito do traço ansiedade é real, para explicar os níveis de resposta psicológica hormonal ao estresse (estado de ansiedade e níveis plasmáticos de prolactina, cortisol e testosterona, hormônios que podem interferir na ovulação). Demyttenaere e cols. também encontraram correlação entre o nível de ansiedade e as chances de gravidez em mulheres com ciclos normais em inseminação artificial heteróloga, sêmen de doador, (IAH) e na taxa de abortos prematuros em mulheres grávidas, mediante este procedimento.   O traçado básico é que a reação endócrina ao estresse é dependente do traço ansiedade: quanto maior a ansiedade maior a resposta hormonal. Pequenas variações na secreção de prolactina e cortisol podem interferir sobre o ciclo menstrual e produzir causas sutis de infertilidade como síndrome folículo luteinizado, ou seja, não há rotura do folículo, não há ovulação! Consequentemente também deficiências na produção da progesterona, que é o hormônio básico que sustenta toda a gravidez. Em outras palavras, enquanto que as mulheres com baixo traço de ansiedade reagiam frente à presença de estresse, as mulheres com alto traço de ansiedade respondiam endocrinologicamente com uma liberação antecipada dos hormônios. Isto implica que mecanismos psicológicos de adaptação como a antecipação, a reflexão e a assimilação mental intervêm como papel importante na regulação hormonal durante a situação de estresse”. Eles deduzem que as características da personalidade determinam o modo como as mulheres experimentam e reagem ao estresse produzido pela infertilidade e que estas características psicológicas e endocrinológicas poderiam influir na sua probabilidade de concepção.

Colocação de MIRENA na Clínica Macedo

Na Clínica Macedo, oferecemos às nossas pacientes e colocação do dispositivo Intra Uterino (Mirena), sem dor, e com acompanhamento semestral por ultra-som.

 

Nossa experiência e prática diferenciada:

1) Transparência da compra do produto, indicando as melhores distribuidoras e ou preços mais acessíveis, não honorários e compra do produto;

2) Ultrassonografia pré e pós colocação do dispositivo;

3) Anestesia local do colo do útero como em todos os procedimentos do colo uterino como cauterizações do colo, sem qualquer dor; levando à colocação do Mirena praticamente “imperceptível”, sem a terrível dor da dilatação do colo uterino e tração do útero, podendo haver sintomas “vagais” do nervo vago, como náuseas, vômitos, diarreia no próprio ato da colocação;

4) Acompanhamento dos sintomas, em especial nos primeiros meses. Avaliação no consultório sempre que necessário com ultrassom;

5) Experiência de mais de 1.300 colocações do dispositivo intra uterino nesses últimos anos com satisfação/adaptação em torno de 97% das pacientes.