PROLIVE – EQUILÍBRIO DA FLORA VAGINAL

Os órgãos urogenitais das mulheres se comunicam com meio externo ao organismo, através da vagina uretra. Para evitar infecções e outras doenças, o organismo precisa de um sistema de defesa bastante eficaz.

Para isso, as células da vaginal ajudam nessa proteção através do sistema imune inato e adquirido, além da produção de muco que cobre a superfície interna da vagina e colo uterino, servindo de armadilha para agentes infecciosos.

Mesmo assim, é de suma importância a parceria indiscutível estabelecida com os micro-organismos que participam da flora vaginal normal da mulher.

As bactérias desse ecossistema são pequenas no tamanho, mas de enorme relevância na defesa orgânica contra agentes infecciosos. Só o sistema imunológico do organismo não seria suficiente para uma defesa eficaz, sem a presença da microbiota vaginal.

Vivemos rodeados por micro-organismos, mas também precisamos deles para nossa defesa. As bactérias da flora vaginal que trabalham nessa defesa têm a capacidade de se adaptarem, de forma constante e rápida às oscilações das condições ambientais, e ainda modular as defesas imunológicas, com efeitos em diversas células envolvidas na imunidade inata e adquirida.

A predominância dos Lactobacillus na microflora vaginal protege a mulher contra algumas infecções.

Mas várias bactérias, ruins para essa flora são ainda capazes de coexistir com esses organismos, dentre os quais a Gardnerella vaginalis, um micro-organismo associado à vaginose bacteriana , que dá um odor fétido ,característico,que pode ser detectado convivendo na mesma flora contendo Lactobacillus.
Dessa forma, a Gardnerella vaginalis é considerada um constituinte natural da microflora vaginal.

Além disso, a Candida albicans, que dá aquela coceira vaginal e irritação externa , um fungo, pode estar presentes em mulheres assintomáticas em 20% dos casos.Nessa dinâmica,a diversidade da flora vaginal saudável envolve o equilíbrio que pode trocar de direção entre saúde e doença,dependendo de vários fatores.

Mas o processo é competitivo e prossegue de forma ininterrupta e a predominância de Lactobacillus fica comprometida dependendo de situações como : alimentação irregular, períodos prolongados de jejum, excesso de alimentos cítricos ,cirurgias vaginais,roupas justas e de tecidos artificiais , gestação,relações sexuais mais freqüentes e intensas ,fumo,estresse,uso de contraceptivos,duchas vaginais em demasia ,desodorantes íntimos,uso de absorvente íntimo diário , deixando de haver transpiração normal ,obesidade , alteração da flora depois de tratamentos com antibióticos para diversas situações , medicações vaginais e imunossupressivas.

Durante as fases da pré-menstruação e da menstruação, a quantidade de Lactobacillus é menor, enquanto a quantidade de outras bactérias, como a Gardnerella vaginalis, e a Candida albicans, aumenta, por isso, sintomas maiores pré menstruais.

Com a diminuição dos estrogênios na pós-menopausa, há uma redução dos Lactobacillus na vagina, ficando a mulher mais susceptível a infecções geniturinárias e desequilíbrio da flora, necessitando assim de reposição do hormônio feminino local, assim que percebe ressecamento vaginal, junto com início dos primeiros sintomas da menopausa.
Já é antigo o conhecimento de que a presença de Lactobacillus na flora vaginal é importante na manutenção do ph ácido, para promover saúde e evitar doenças.
Contudo, micro-organismos nocivos (Gardnerella vaginalis, Candida albicans, E.coli entre outros) podem fazer parte desse trajeto.
Por isso que a origem retal desses micro-organismos é causa freqüente de infecções urinárias, vaginose bacteriana e candidíase vulvovaginal.

Nessas situações, o uso de cepas de Lactobacillus probióticos – PROLIVE -por via oral pode disponibilizar os Lactobacillus adicionais, para a prevenção de doenças, além de interferir no processo em que patógenos emergem do intestino na direção da vagina.

Se considerarmos esses fatos, veremos que a saúde urogenital começa com um trato digestivo saudável. Aliás, com o aumento do consumo de alimentos processados em nossa civilização moderna, os micro-organismos patogênicos tendem a proliferar mais do que bactérias probióticas.

Nesse raciocínio, não é nenhum absurdo postular que o aumento do consume de alimentos saudáveis ricos em fibras, como legumes, verduras, frutas e cereais integrais, ajuda na manutenção de uma flora intestinal saudável. Essa atitude vai proporcionar diminuição na concentração de micro-organismos nocivos que migram do trato digestivo para a vagina. Portanto, a composição da dieta pode contribuir para o equilíbrio da flora vaginal.

PROLIVE – DIMINUI INFECÇÃO URINÁRIA DE REPETIÇÃO

Estudos mais recentes enfatizam que a Escherichia coli é responsável por 70% das infecções urinárias não complicadas e com 50% das infecções urinárias complicadas, sendo que a vasta maioria dessas infecções é causada por cepas originadas das próprias fezes da mulher. O aumento da prevalência de E.coli no reto promove freqüente contato urogenital, favorece a presença dessa bactéria na flora vaginal e subseqüente infecção urinária.

Se houver alguma ocorrência de desequilíbrio da flora vaginal, as E.coli podem se desenvolver e se tornarem patogênicas. Nessas situações a ingestão de cápsulas de probióticos de Lactobacillus PROLIVE, reduz as recorrências de infecções urinárias, por impedir o desenvolvimento de cepas agressiva da E.COLI tanto no intestino, quanto no trato urogenital.

MENOPAUSA: ASPECTOS PSICOLÓGICOS

 

Joel Rennó Jr. é médico psiquiatra. Coordena o Pró-Mulher, um programa de atenção à saúde psicológica da mulher desenvolvido no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo

A menopausa é uma fase crítica na vida da mulher, uma fase psicológica delicada em que alterações nítidas de comportamento podem ocorrer. Mulheres que já passaram por essa experiência e as pessoas que conviveram com elas são unânimes em reconhecer determinados sintomas, entre eles, a depressão e a labilidade emocional. Mesmo aquelas que manifestam pequenas alterações comportamentais, queixam-se da mudança aparentemente sem causa do humor ou da vontade de chorar que inexplicavelmente as invade de uma hora para outra.
É um fase perigosa que exige atenção porque, em alguns casos, transtornos psiquiátricos sérios podem acometer algumas mulheres. Todavia, muito do que se fala a respeito desse tema não passa de mitos criados pelo ideário popular. Desde que convenientemente assistida, a mulher menopausada pode gozar de excelente qualidade de vida.
CARACTERÍSTICAS DO CLIMATÉRIO
Drauzio – Quais as alterações psicológicas mais comumente encontradas nas mulheres quando chegam perto da menopausa?
José Rennó Jr. – É importante que as pessoas saibam as diferenças entre as diversas fases desse período denominado genericamente de menopausa. Na realidade, o climatério começa por volta dos 41 anos de idade, estende-se até mais ou menos os 65 anos e é marcado por pequenas alterações físicas e psicológicas. Dentro dessa grande margem de tempo, ocorre a menopausa, isto é, a data em que aconteceu a última menstruação e que só pode ser determinada retrospectivamente depois que a mulher passou pelo menos um ano em amenorreia (sem menstruar).
Antecedendo o episódio da menopausa, temos a perimenopausa, período em que há alterações hormonais importantes, especialmente nos níveis de estrogênio e progesterona. Nessa fase, a vulnerabilidade feminina é maior aos sintomas físicos e psíquicos. Entre os físicos destacam-se os fogachos (ondas de calor intenso) e, entre os psíquicos, tristeza, desânimo, irritabilidade e labilidade emocional, ou seja, grande flutuação do humor. Muitas se queixam, ainda, de insônia e alterações da memória. Por isso, é fundamental determinar se a mulher se encontra na perimenopausa ou na pós-menopausa, fase em que os transtornos psiquiátricos são menos prevalentes.
Quando se fala em menopausa, é preciso deixar bem claro que diversos fatores influenciam o desenrolar do processo. Não é apenas uma questão hormonal. Há fatores psicossociais preponderantes quer marcam esse período e podem estar na gênese dos transtornos psíquicos.
Por exemplo, a mulher que tinha uma vida socialmente ativa e se dedicou plenamente à família e à educação dos filhos, de repente se depara com os filhos crescidos, saindo de casa, e vive a síndrome do ninho vazio. Além disso, a relação conjugal pode estar passando por transformações que exigem diálogo para reconstruí-la em novos moldes. Dependendo de seu arcabouço psicológico, recursos internos e personalidade, essa mulher irá elaborar de forma construtiva ou não as modificações que estão ocorrendo em sua vida na época da menopausa.
ALTERAÇÕES DA PERIMENOPAUSA
Drauzio – Do ponto de vista sexual, quais são as principais alterações que ocorrem na fase de perimenopausa?
José Rennó Jr. – As principais queixas são dispareunia, ou seja, dor na relação sexual, e a diminuição da libido. A dispareunia ocorre porque o epitélio torna-se mais fino e menos lubrificado pela falta de estrogênio. A vagina mais seca pode dificultar a relação. No que se refere à falta de desejo, muitas vezes, o que gera ansiedade é a comparação com o que a mulher sentia no passado. Deve-se considerar, também, de que nessa faixa etária o homem pode apresentar um distúrbio ou disfunção sexual que afeta a companheira. Por isso, é tão importante examinar os aspectos biológicos e hormonais femininos quanto os de sua relação familiar e conjugal.
Drauzio – Você deixou claro que as alterações psicológicas estão diretamente ligadas à história de vida de cada mulher e por isso variam muito.
José Rennó Jr. – Em psiquiatria e psicologia, é muito importante ter um follow-up, levantar um histórico preciso da vida da pessoa. Por exemplo, há mulheres que mudam drasticamente de comportamento e atitudes, como se tivessem mudado de personalidade. A pessoa alegre e extrovertida de antes, que elaborava de forma construtiva suas frustrações perante a vida, transforma-se noutra, cabisbaixa, pessimista e irritável, queixando-se de angústia com frequência. O marido observa que ela está de pavio curto, estourando por motivos banais.
Por isso, em saúde mental, nunca se pode considerar um corte transversal na vida da mulher. É preciso levantar um histórico para avaliar o que mudou nas relações e interações com ela mesma e com as pessoas de seu convívio familiar e social.
Nessa fase, as queixas de perda de memória são muito importantes. ”Doutor, tenho que anotar tudo. Não me lembro mais das datas dos aniversários, e esqueço o número dos telefones de pessoas para as quais ligo costumeiramente.” Muitas temem estar desenvolvendo um quadro demencial e procuram neurologistas e psiquiatras, queixando-se dessas alterações de memória.
A queda na produção de hormônios também se reflete no padrão de sono, que pode melhorar com a terapia de reposição hormonal (TRH).
Drauzio – Nessa fase, quais são as alterações mais comuns na arquitetura do sono?
José Rennó Jr. – As alterações mais comuns envolvem insônia inicial (a mulher deita e não dorme) e o despertar precoce, ou seja, em vez de acordar no seu horário habitual, ela acorda de madrugada e isso, sem dúvida, prejudica a qualidade de sua vida.
Hoje, quando se fala em reposição hormonal, sempre se tem em consideração a qualidade de vida da mulher, que pressupõe saúde física e mental na menopausa. Essas questões nunca estão dissociadas. Ao contrário, estão sempre totalmente integradas.
ESTUDO SOBRE A AÇÃO DO ESTROGÊNIO
Drauzio – Você é um estudioso dos aspectos psicológicos relacionados com a reposição hormonal. O que revelou esse estudo que você realizou?
José Rennó Jr. – Foi um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo. As mulheres foram escolhidas de forma aleatória em clínicas ginecológicas e nem o médico nem a paciente sabiam quem tomava remédio, um tipo de estrogênio normalmente indicado pelos ginecologistas, e quem tomava um comprimido inerte, uma pílula de farinha conhecida como placebo. Essas mulheres tinham entre 45 e 56 anos de idade e estavam todas na pós-menopausa. Na verdade, eram histerectomizadas, isto é, não tinham útero. Recusamos pacientes com quadros depressivos, porque o mais comum é encontrar, nessa fase, sintomas de depressão, ansiedade e perda de memória.
Essas mulheres foram acompanhadas durante seis meses, passaram por ampla bateria de exames na área ginecológica e psiquiátrica, por escalas de humor e por testes de memória.
Por que escolhemos mulheres histerectomizadas, portanto na pós-menopausa? Porque não tinham a interferência da progesterona que geralmente provoca um quadro parecido com a disforia pré-menstrual, caracterizado por tristeza, desânimo, irritabilidade, alterações do apetite, ou seja, a progesterona pode interferir negativamente no humor da mulher. Era uma população de mulheres oligossintomáticas, ou seja, com poucos sintomas, e perfil que não desse margem a um viés capaz de interferir nas conclusões da pesquisa.
Grande parte dos estudos com mulheres na menopausa é um verdadeiro balaio de gatos. Envolvem mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa o que dificulta saber se o tratamento é fidedigno para um grupo específico. Muitas vezes, os sintomas psíquicos melhoram em decorrência da melhora dos sintomas físicos. Logicamente, o humor da mulher melhora se desaparecem, por exemplo, os fogachos intensos e o suor abundante.
O objetivo da nossa pesquisa era ver se realmente o estrogênio tinha uma ação direta sobre a melhora do humor e da memória. Há modelos experimentais que mostram que esse hormônio tem ação definida no sistema nervoso central, uma vez que altera a secreção de uma série de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores (entre eles a serotonina e a noradrenalina) que fazem a conexão entre as células nervosas. Nosso estudo não evidenciou diferenças no humor dos dois grupos, quer seus componentes tenham tomado pílula de farinha ou a droga ativa.
ASPECTOS PSICOLÓGICOS E REPOSIÇÃO HORMONAL
Drauzio – Qual seria o perfil da ação do estrogênio no sistema nervoso central e que repercussão provoca no comportamento?
José Rennó Jr. – Mulheres mais sintomáticas, que iniciam a reposição hormonal precocemente, costumam ter melhora dos sintomas com a reposição hormonal. No entanto, em medicina, não se pode ser reducionista. Às vezes, as pessoas concluem apressadamente que a reposição hormonal traz ou não benefício à vida da mulher. Não podemos nos esquecer, porém, de que existem vários tipos de reposição hormonal, várias dosagens e vias de administração. Não é um tratamento único o que obriga determinar em que grupo de mulheres a reposição funciona e em que grupos deixa de funcionar. Mulheres na perimenopausa ou na pós-menopausa? Com poucos sintomas ou com transtornos psiquiátricos? Que tipo de hormônio foi utilizado? Que tipo de progesterona?
O estudo do WHI (Women Health Initiative) causou celeuma, mas se resumiu a avaliar a aplicação do acetato de medroxiprogesterona e estrogênio equino-conjugado. Não sou contra nem a favor à terapia de reposição hormonal. Visando sempre à qualidade de vida da mulher nessa fase, acredito, porém, ser válido prescrevê-la, desde que a indicação seja precisa e os riscos pequenos e controláveis.
Drauzio – No seu ponto de vista, se fosse possível isolar apenas o quadro psicológico, que sintomas indicariam a necessidade de reposição hormonal?
José Rennó Jr. – Vou exemplificar com um quadro clínico para deixar mais claro. Se recebo uma mulher entre 41 e 51 anos de idade, na perimenopausa, com fenômenos psíquicos e mudanças comportamentais relatadas por ela e pela família, uma mulher que nunca teve depressão, mas apresenta alterações de memória, labilidade de humor, tristeza e desânimo, diante desses sintomas e se não houver qualquer tipo de contra-indicação, a terapia de reposição hormonal pode ter efeito benéfico no humor. Existem trabalhos científicos sérios que comprovam a ação estrogênica nos sintomas depressivos dessas mulheres.
Na pós-menopausa, porém, se a mulher nunca fez reposição hormonal profilática com o fim específico de melhorar o humor e a memória, é questionável a ação estrogênica em termos de sistema nervoso central. Por isso, é importante avaliar o nível sintomatológico da paciente, as alterações comportamentais e o período de vida em que se encontra. Acredito que, dado precocemente, o estrogênio previna alterações da memória, embora alguns trabalhos evidenciem o contrário. Em relação à doença de Alzheimer, especialistas no assunto levantaram a hipótese dos benefícios da utilização desse hormônio, mas os resultados positivos do estrogênio na prevenção e diminuição de alguns sintomas não foram comprovados.
Essa é uma área contraditória. De qualquer forma, acredito que a reposição hormonal seja válida para um grupo específico de pacientes visando à melhora da qualidade de vida.
Drauzio – A menopausa não é o único período crítico na vida das mulheres. Elas atravessam fases em que estão mais vulneráveis a alterações psicológicas. Que fases são essas?
José Rennó Jr. – São os períodos em que há mais oscilações hormonais. Explicitando melhor: nos períodos em que há variações importantes nos níveis dos hormônios, há maior vulnerabilidade a transtornos psíquicos de forma geral, sejam eles depressivos ou ansiosos. Isso inclui os períodos pós-parto, pré-menstrual, perimenopausa e pode estender-se até um ano após a menopausa.
Está comprovado cientificamente que mulheres com antecedentes de depressão pós-parto e de TPM (tensão pré-menstrual) são mais suscetíveis à manifestação de problemas psicológicos na perimenopausa. Elas são mais sintomáticas nessa fase.
Outro aspecto interessante foi levantado por um trabalho realizado em Harvard, segundo o qual tanto sintomas psíquicos podem levar às alterações hormonais, como o contrário, alterações hormonais importantes podem provocar distúrbios psíquicos.
MITOS E PRECONCEITOS
Drauzio – Quais os principais mitos que cercam a mulher na menopausa?
José Rennó Jr. – Por questões de ordem cultural, nas sociedades orientais, onde a mulher é respeitada e a expectativa de envelhecer encarada de forma positiva, os sintomas tanto físicos quanto psíquicos da menopausa são menos intensos.
Infelizmente, nas culturas ocidentais, a realidade é outra. Há um grande “pré-conceito” em relação às mulheres nesse período. Simbolicamente, existe o mito de que a mulher na pós-menopausa seria uma lua minguante, enquanto na fase reprodutiva seria uma lua cheia.
Trata-se de um ‘pré-conceito” absolutamente infundado. A mulher na pós-menopausa pode contar com recursos médicos que garantem qualidade de vida em todas as suas funções, inclusive na sexualidade. O primeiro passo, portanto, é lutar contra o estigma e o preconceito vigente. Para tanto, abordamos o marido e os filhos dessas mulheres, pois as relações familiares pesam muito na gênese das alterações comportamentais da menopausa.
MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA
Drauzio – Quanto ao estilo de vida, o que recomendar a essas mulheres que chegam aos 40 anos e podem viver problemas um pouco mais sérios?
José Rennó Jr. – A mudança de hábitos de vida é fundamental. Isso envolve mudanças comportamentais. Ela precisa dedicar-se a atividades que lhe deem prazer, resgatem sua autoestima e a estimulem mentalmente. É importante aceitar novos desafios, como um curso de informática, se nunca mexeu com computadores, frequentar uma faculdade de terceira idade para ampliar os horizontes, resgatar o convívio com os amigos e rever o tipo de relacionamento e vínculo estabelecido com as pessoas da família.
Atividade física é fundamental. Além de prevenir a osteoporose, está provado que melhora o humor e a memória. O exercício físico não só aumenta a secreção de endorfinas, opioides endógenos que funcionam como analgésicos naturais, mas também aumenta a secreção de serotonina, um hormônio neurotransmissor que interfere positivamente no estado afetivo da mulher.
São recomendáveis também algumas mudanças na dieta, porque nesse período há alterações do metabolismo. Muitas mulheres acham que engordam porque estão fazendo reposição hormonal, outro mito. Na realidade, nessa faixa etária, a mesma ingesta calórica dos anos anteriores produz sobrepeso por causa da redução da atividade metabólica e não por causa dos hormônios. A Sociedade Brasileira do Climatério desenvolveu um programa nutricional eficiente que ajuda mulheres menopausadas a controlar o peso. Vale a pena conhecê-lo.
Drauzio – Se continuar comendo a mesma coisa, ela vai engordar, não é?
José Rennó Jr. – É justamente o que acontece. Por isso, deve-se trabalhar tanto os aspectos psicológicos quanto os físicos, que interferem nos psicológicos. Dietas, mudanças de comportamento, conscientização da família, enfim, é necessário fazer uma abordagem abrangente, no sentido de focalizar todo o contexto de vida da mulher. Cabe ao médico, seja ele ginecologista, psiquiatra, clínico geral, ter essa visão multidisciplinar da gênese dos transtornos de humor e memória no período da menopausa.
PRÓ-MULHER
Drauzio – Você coordena o Pró-Mulher, um programa de atenção à saúde da mulher, no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. As mulheres podem procurar esse serviço?
José Rennó Jr. – Elas podem ligar para nossa sede dentro do Hospital das Clínicas e se inscreverem para participar do processo de triagem. É um serviço público gratuito que atende pelo telefone (11) 3069-6975.
Muitas mulheres dizem que têm TPM ou transtornos psíquicos específicos da menopausa e o histórico mostra o contrário. Há mulheres com quadros depressivos leves, outras com transtornos alimentares que pioram no período pré-menstrual e as que têm reincidência de quadros depressivos na pós-menopausa sem ser um quadro especifico desse período. O Pró-Mulher se propõe esclarecer o diagnóstico de cada caso e encaminhar o tratamento.

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semana 40

 

“Fique tranquila, você está preparada. Esse é um momento inesquecível para qualquer mulher! Parabéns!”

O BEBÊ
O bebê pode ter de 45cm a 50cm e pesa em torno de 3,5 kg. Está preparado e esperando a hora de nascer.
Ele está ansioso para conhecer vocês e receber o carinho naquela mãozinha, beijinhos na bochecha e na cabecinha… Tanto amor na barriga, agora ele vai ganhar o calor do papai e da mamãe. Que alegria!

A MÃE
Seu bebê vai nascer! De parto normal ou cesariana, chegou à hora dele vir ao mundo. Foi uma grande transformação para você: física, emocional e energética.
Na última semana, as contrações ficarão frequentes e ritmadas, passando de um ritmo de 1 a cada hora, até chegar a 1 a cada 10 minutos e com 30 segundos de duração, típicas do trabalho de parto.

Algumas recomendações:
• Procure dormir e descansar;
• Não comer demais (você pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento);
• Não tomar café demais;
• Use sempre o bom senso.

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semanas 38 e 39

“Para os pais: proponha para sua mulher um relaxamento, com velas e música new age, e faça uma massagem com óleos.
A instabilidade emocional é ENORME, mas a alegria também.”

O BEBÊ
O bebê deverá estar com peso entre 3 kg a 3,5 kg e mede cerca de 45cm. Ele enxerga, ouve e chupa o dedo. Está preparado e começa a ficar sem espaço, porque cresce rápido e ganha 200g por semana.

A MÃE
Está chegando a hora do parto. Tudo preparado. Alguma ansiedade é normal. A dificuldade para dormir aumenta – use dois travesseiros para respirar melhor. Os reflexos estão diminuídos, por isso, é melhor parar de dirigir. Você deverá estar pesando 12 kg a mais do que no início da gravidez. A dilatação começa.
A instabilidade emocional é grande, mas você deve procurar relaxar, ouvindo música, meditando, lendo… Lembre-se de que é você quem vai criar o ambiente de calma e serenidade de que seu bebê precisa para sentir-se bem e confortável. As consultas serão a cada quatro dias e você fará novos exames.

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semana 37

“Nas consultas do pré-natal, agora semanais, a novidade é o exame de toque (se necessário).
Não deixe de contar para o médico qualquer anormalidade, como, a movimentação do bebê, que nunca pode diminuir ou cessar. Avise-o com urgência.”

O BEBÊ
O bebê está totalmente pronto para nascer. Observe a movimentação do bebê sempre, se ele se mexer muito e te incomodar, tenha paciência é normal, o contrário sim é preocupante, avise seu médico com urgência.

A MÃE
Está chegando a hora! Você está bem assistida e preparada.
A barriga pressiona o estômago e, pelo refluxo, pode provocar azias diárias. As contrações são esparsas e a maioria indolor. A partir de agora, o colo pode estar aberto ou quase e a barriga baixa.
Na consulta pré-natal, o médico fará o exame de toque. O retorno é semanal nas consultas médicas.
Não deixe de relatar qualquer anormalidade ao seu médico. E, sobretudo, não deixe de manifestar carinho por seu marido, e ambos com o bebê. Falta pouco. A ecografia nesta época chama-se perfil biofísico fetal e orientará o melhor momento do parto ou outras situações importantes, como, o cordão circular do pescoço do bebê, justa ou dupla, o que poderá mudar a conduta médica.

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semanas 35 e 36

“O bebê já reconhece a voz dos pais. Se você cantar para ele sempre a mesma canção, após o nascimento ele se acalmará ao escutá-la.”

O BEBÊ
O bebê está em posição de parto – de cabeça para baixo em 96% das vezes. A partir dessa época, os pulmões produzem uma substância chamada surfactante, que faz com que eles sequem e fiquem prontos para respirar de verdade. Pesa mais de 2,5 kg. Ele já reconhece a voz dos pais. Se durante a gestação a mamãe e o papai cantarem sempre a mesma (ou as mesmas) música para ele, após o nascimento ele se acalmará ao escutar a canção que o embalou durante boa parte da gravidez, assim como ficará mais tranquilo ao ouvir a voz da mamãe.

A MÃE
Você fará uma visita pré-anestésica, deve estar totalmente informada sobre qual será o tipo de anestesia do parto. Se ainda não fez, deve participar de um curso de gestantes com seu marido. Vai ajudar muito, tanto no pré-parto, como no pós-parto e no primeiro mês do bebê.
Se já começou o curso para gestantes, aproveite para tirar todas as suas últimas dúvidas relacionadas aos cuidados com seu bebê. Você agora deve alimentar sua confiança e sua tranquilidade. Já leu muito sobre o parto, já leu muito sobre bebês. Lembre-se: esse tempo de espera é feito para preparar você para tornar-se mãe.

Algumas recomendações:
• Fazer exercícios leves, como caminhadas e natação, se liberada pelo médico;
• Tomar muita água;
• Manter o máximo possível as pernas para cima;
• Evitar ficar muito tempo de pé;
• Não fazer esforço físico exagerado;
• Aumentar a quantidade de fibras da sua dieta, sobretudo na hora do café da manhã, incluindo muita fruta, grãos integrais para ajudar o intestino a funcionar (cuidado, muita fibra e pouca água é constipação na certa!).

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semanas 33 e 34

“Já está na hora de vocês escolherem o pediatra. Parentes, amigos e seu médico de confiança podem ajudar você com dicas e informações.”

O BEBÊ
O bebê está com oito meses em acabamento final, o rostinho está rechonchudo e cor de rosa. Pode ter bastante cabelo. O peso dele está em 2,4 kg. A ecografia revela todos os detalhes com segurança, como, placenta e liquido amniótico normais.

A MÃE
Pela sua ansiedade, é possível fazer um “ultrassom de mãe”: não existem dados significativos importantes, mas a mãe vê melhor o bebê. Em 3D é possível ver os traços do bebê. Se engordou acima do necessário, é importante manter uma dieta, pois nessa fase o volume de sangue já aumentou 50%.
Você sentirá dores nas costas, porque a coluna sustenta um peso cada vez maior. Também terá alguma dificuldade para respirar porque o diafragma, que ajuda nos movimentos respiratórios do pulmão, está sendo empurrado pelo útero elevado. Os exames de urina se intensificam, pois na maioria das vezes a infecção urinária não é perceptível pelas gestantes, não costuma provocar ardência para urinar.
Pode manter sua rotina de beleza: manicure, cabeleireiro, academia para natação e alongamento. Se já não fez, compre um bom livro sobre bebês (existem vários, peça indicações de outras mães que você admira e que lidam com os seus bebês da forma como você imaginaria fazer com o seu). Acalme-se lendo e imaginando como será o cotidiano com o seu bebê.

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semanas 31 e 32

 

“As suas consultas pré-natais tornam-se quinzenais, para prevenir acidentes como a pré-eclampsia e o trabalho de parto prematuro.”

O BEBÊ
O bebê já passou dos 2 kg e mede de 40 a 45cm.

A MÃE
Na segunda metade do sétimo mês, você já pode ter contrações, suportáveis e esparsas. A linha “nigra” está localizada no abdome anterior, dividindo a barriga ao meio. Ela desaparecerá no pós-parto, não se preocupe.
As suas consultas pré-natais passam a ser quinzenais. O médico vai pedir de novo um hemograma, exame de urina e, eventualmente, de sífilis.
Um novo exame ultrassonográfico pode ser solicitado nesta fase para avaliação do crescimento fetal, determinação do peso estimado, avaliação da quantidade de líquido amniótico, inserção da placenta, circulação sanguínea, útero-placentária e feto-placentária, e posição fetal.

Você pode se sentir muito cansada e está MUITO sensível.

ACOMPANHE SUA GRAVIDEZ: Semanas 29 e 30

 

“O bebê brinca e até soluça. É fácil a mãe escutar o ‘ploc-ploc’. Está na hora de conhecer a maternidade.”
O BEBÊ
Nessa quinzena o bebê engorda e chega a pesar 1,6 kg e tem 35cm a 40cm.
Está numa festa: brinca e até soluça. É fácil a mãe escutar o ‘ploc-ploc’, achando que é batimento cardíaco mais lento, mas na verdade é soluço! É o treinamento da musculatura do tórax e diafragma do feto para a respiração extra uterina. Se o feto estiver pélvico os chutes na bexiga serão perceptíveis e há manobras que o Dr. Sérgio orienta para ele ficar na posição correta, de cabeça para baixo.

A MÃE
Período para repetir todos os exames sorológicos. Comece a reduzir sua rotina. Nessa quinzena, 85% dos bebês já estão na posição cefálica (de cabeça na posição) ou 4% pélvica (sentado). A maternidade deve estar escolhida e você deve deixar sua mala e a do bebê prontas.